Mostrar mensagens com a etiqueta Escrita Criativa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Escrita Criativa. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 10 de março de 2015


Entre a Terra e o Céu…

Estava eu, aqui, entre terra, rio e céu…A observar mil e umas coisas, e a saborear este espaço tão maravilhoso. O sol iluminava a minha cara, o vento fazia bailar o meu cabelo e tu fazias-me sonhar...Olhava para o céu, via as nuvens leves e brancas a passear, os carros a vir e a voltar nesta ponte tão vermelha e célebre. O espaço verde e luminoso envolvia-me com a sua simplicidade e clareza... Tudo parecia uma enorme pintura!

Contudo, a única coisa que me podia inspirar eras tu e somente tu...Estavas bem longe de mim, a esperar-me na outra margem deste rio, entre as milhares de casas que te rodeavam. Queria-te ver, mas não conseguia, a minha única solução era imaginar-te na minha mente. Queria ir ter contigo, contudo não podia, não tinha nada que me pudesse levar até ti. Pensava em mil e umas formas para alcançar o meu objetivo, porém não conseguia. No entanto, ao observar os pequenos pássaros e os insetos que voavam entre as flores amarelas, pensei numa forma absurda para sair daqui. Certo, era uma coisa perigosa, mas não podia voltar atrás, tinha de o fazer. Sacrifícios, já fiz muitos, mas este era por um único sentimento, o esplêndido e doloroso amor...

Então, assim foi, saltei para trás deste gradeamento, respirei profundamente e atirei-me…VOEI para junto de ti...




                                                           Laurine Tourasse – Cristo Rei

 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Poesia…

Poesia…
Simples verso.
Palavra infinita...
Não desvanece, simplesmente fica!
Paixão!
Coração de ouro!
Mundo de palavras e emoções!
Que nos aquece e nos inspira...
Louca fantasia!
Poesia!
É ser criança!
É brincar com as palavras.
É ser Deus, tornando-as lendárias.
É decifrar todos os mistérios da vida!
É saber, numa noite de lua cheia,
Encantar as estrelas.
Liberdade!
É caminhar.
É sonhar.
É voar sem limites.
É ultrapassar o céu.
É correr sobre o papel.
É sentir o vento a acordar.
É lutar contra tudo e contra todos.
É mostrar o que está dentro de nós.
É como abrir uma flor,
para ver quem a beija.
É ultrapassar a dor.
E substitui-la por amor.
Arte, vida, canto, sonho
É sermos NÓS!
( Poema coletivo - Aula de Poesia)
8ºA  30/05/2014

Poema do Conto "Saga" de Sophia de Mello Breyner

Vig, ilha do mar!
Tarde de tempestade,
Hans, sonhador
Seu coração estava no mar!

Hans, um pequeno rapaz,
com sonho de naufragar.
Apenas algo o impedia.
Seu pai pescador de alto mar!

Teve de se despedir,
para seu sonho realizar.
Sua terra desde pequeno
teve de deixar…

Nova cidade!
Sonho ainda não superado.
Do navio saiu,
não queria ser maltratado!

Antes, criança!
Agora, Homem!
Antes, sozinho!
Agora, com Hoyle!

Muito viajou…
O Mundo conquistou!
E um homem de negócios se tornou…

Uma família construiu.
Um barco para navegar também.
Seu coração estava em Vig,
mas não podia lá voltar…

Sua mãe morreu,
seu pai nunca lhe respondeu.
A sua vida não estava cumprida.
O sonho de Vig continuava à deriva…

Hans morreu!
Hans foi enterrado!
Num navio naufragado, todas as noites,
alcançou o que era seu…
Vig, Vig, Vig…  

Linda paisagem que ali se vê…
O rio…
A barra..
O mar…
Nada mais podia Hans desejar!
 

Marta Conceição e Leonor Vicente 8ºA
(Este poema surgiu inspirado na história de Hans, personagem do conto  "Saga" de Sophia de Mello Breyner - Trabalho de sala de aula)








 
 


Eu e só eu


A vida é feita de escolhas e depois de as fazermos chegamos à conclusão de que não foram as melhores.
Hoje fiz uma escolha que achava ser a melhor, mas já percebi que foi a pior coisa que poderia ter feito.
Sinto-me tão mal que nem sei explicar, a minha cabeça está um turbilhão de ideias que não existem palavras para descrever o que sinto! Sei que a vida é a melhor professora, contudo já errei tantas vezes que não tenho vontade de continuar...
A mentira... A maldita mentira, é aquela coisa, o recurso que utilizamos quando temos medo e vergonha de enfrentar a realidade. Sinto uma raiva, uma fúria, uma tristeza! Sinto que cada vez que tento sair de um problema me enterro num ainda maior...
Não sei como sair deste enorme problema, mas sei que, com todas as minhas forças vou conseguir…

Renata Arada (Escrita criativa- Cristo Rei)

LISBOA


O céu azul!
Os pássaros a voar…
O mar azul!
E os veleiros a deslizar…

O horizonte nublado.
Os aviões a planar.
O golfinho espantado,
com tantos carros irrequietos a passar.

A bela e linda Lisboa!
O ar fresco da vida!
Aqui, todos a escrever sobre ti.
E, tu aí, de braços abertos a olhar para mim…

O Sol e o ar!
Tudo para ti a olhar…
O cheiro a maresia,
e o sonho a pairar sobre ti, LISBOA!



 

Catarina Cruz (Escrita Criativa- Cristo Rei)

Produção Escrita - A Crónica

Começou na segunda-feira passada, quando tive a grande ideia de dar conselhos gratuitos para todos aqueles que não sabem andar como gente normal e que têm a maravilhosa mania de andarem como se não tivessem a capacidade de se desviarem, acabando por empurrar as pobres pessoas que passam por eles.
Esta sexta-feira, tive a ótima experiência de sofrer um atropelamento, por uma dessas pessoas que a capacidade de desvio é bem limitada, deixando-me preocupado, pois, ao longo deste mês, tem-se verificado um aumento dessa incapacidade, podendo até mesmo criar grandes lesões em indivíduos distraídos que, de repente, são empurrados e caem no chão, aleijam-se nas costas, sendo obrigados a irem para o hospital. E depois, a culpa é delas mesmas, porque como quem empurrou tem um defeito de fabrico, não tem culpa do outro estar distraído.
Por outro lado, se várias pessoas dessas, andarem umas ao lado das outras, poderão vir-se a tornar na próxima Muralha da China… Ou quem sabe, talvez possam ser contratados pelas tropas americanas, para combater o terrorismo, empurrando ainda mais gente para o chão.
De qualquer forma, digo-vos: vocês que têm a mania de empurrar, podiam aproveitá-la para, em vez de empurrar pessoas, empurrar Portugal para a frente!

Tomás Gonçalves, nº27, 8ºA

Produção Escrita - A Crónica